domingo, 22 de outubro de 2017

Reflexão.

NÃO ERA SOMENTE UM DESODORANTE VENCIDO

 
Bullying não é brincadeira. Bullying não é mimimi.

A chacina de Goiânia é um alerta político. Um adolescente de 14 anos, vítima frequente das ofensas de sua turma, roubou a pistola dos pais policiais militares e matou dois colegas e feriu outros quatro dentro do Colégio Goyases na manhã dessa sexta (20/10). Era uma vingança pelas humilhações suportadas em silêncio ao longo do ano letivo. Ele vinha sendo hostilizado de fedorento e chegou a receber até um desodorante como inesperado, pungente e irônico presente.

Não tem como justificar o crime, nem perdoá-lo. Mas é o momento de refletir sobre o quanto subestimamos a violência escolar. O bullying hoje está muito mais agressivo do que duas décadas atrás, pois envolve também perseguição e segregação digital. Os desaforos não terminam na escola, seguem pelo dia adentro na web. O sinal do fim da aula não interrompe o medo.

A tortura psicológica não encontra pausa, com troças infinitas pelos contatos no WhatsApp. O estudante esculhambado não vê para onde fugir, pois a sua página no Facebook também é invadida por comentários ofensivos e insinuações violentas.

Quem diz que bullying sempre existiu e que a preocupação com apelidos é uma frescura não acompanha a trolagem nas redes sociais.

Bullying é saúde mental, é saúde pública. Ao cuidar dele, preventivamente, em campanhas nas escolas, estaremos economizando lá adiante com internações e medicação nos hospitais.

Bullying não é exagero, não é drama, não é piada inofensiva, não é implicância natural.

Quantos adolescentes, sem saída para a angústia, em vez de revidar os ataques, cometem suicídio? E nunca ficamos sabendo. São engolidos pela solidão, levando consigo os segredos malditos e perversos da convivência.

O adolescente é uma bomba-relógio porque sente a vida com o dobro de intensidade dos adultos. Ele ama e odeia ao mesmo tempo, está permanentemente à flor da pele, caminhando do tudo para o nada, do nada para o tudo. Alterna extremos de alegria e de raiva em pouquíssimos minutos.

O corpo está mudando, a voz está mudando, ele não reconhece mais a si e depende da aprovação externa de seus amigos para assumir a identidade. Se não é aceito nos grupos sociais, se não é aprovado, ele se convencerá de que é um monstro, entenderá que crescer é uma metamorfose do mal.

Ele também não tem nenhuma reserva emocional: perdeu a proteção e a segurança da infância. Não caminha mais de mãos dadas com os pais, não recebe colo, não cura as discussões com abraços, não se desculpa com beijo. Não acontecerá o contato da pele para reaver os vínculos. É somente cobrado sem os prêmios do afeto e do conforto de quando era pequeno. No fundo, encontra-se sozinho pela primeira vez no mundo. Pretende se mostrar independente, porém é carente e sedento de reconhecimento.

O adolescente é órfão de suas perguntas e aflições. Tranca o quarto e chaveia o coração.

Ele merece um cuidado especial. Não se abrirá com facilidade. Não comunicará o seu sofrimento. O costume é engolir o pedido de socorro. Talvez tente emplacar uma conversa séria uma única vez, mas, se fracassar, não voltará a tocar no assunto. Mergulhará de novo para a educação fingida e respostas monossilábicas.

O adolescente não dá segunda chance para a confissão. Ou os pais e educadores permanecem atentos aos sinais ou ele irá explodir secretamente contra si ou contra todos.

A recuperação exige a confiança rarefeita do desabafo. Porque a dor, quando guardada, aumenta. Já a dor, quando partilhada, diminui - quem consegue falar descobre que a sua dor não é exclusiva e que muitos sofrem parecido.

Bullying destrói personalidades fortes, desmancha temperamentos firmes. Sua maior maldade é transformar a ferida em alegria, as privações em palhaçadas. As risadas machucam. Apanha-se de risadas. Pessoas se divertem às custas do constrangimento de alguém. De sinônimo do bem, a gargalhada é convertida em veneno.

O que nos resta a fazer é mudar o nosso entendimento de coragem. Coragem não é sofrer sozinho, é pedir ajuda.

Fabrício  Carpinejar

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Conselhos inspirados!!

““Elogiem os filhos e abracem-nos, externem seu amor com mais frequência, sempre expressem gratidão. Nunca permitam que um problema a ser resolvido se torne mais importante do que uma pessoa a ser amada. Os amigos se mudam, os filhos crescem e os entes queridos morrem. É muito fácil deixar de dar o devido valor às pessoas, até o momento em que saem de nossa vida e ficamos com o sentimento de que as coisas poderiam ter sido diferentes. (…)

Desfrutemos a vida, achemos alegria na jornada e partilhemos nosso amor com amigos e familiares. Um dia, todos chegaremos ao fim da vida. Não adiemos o que é mais importante.

O mais importante quase sempre envolve as pessoas a nosso redor. Frequentemente, presumimos que elas devem saber o quanto as amamos. Mas não devemos presumir, precisamos fazer com que saibam. William Shakespeare escreveu: ‘Quem não demonstra seu amor, não ama’. Jamais nos arrependeremos das palavras bondosas proferidas ou do afeto demonstrado. Em vez disso, vamos arrepender-nos, se omitirmos tais coisas em nosso relacionamento com aqueles que mais significam para nós.”

- Presidente  Thomas S Monson

Conselhos do Profeta para a família ==>> https://www.lds.org/liahona/2011/08/3?lang=por

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Kay Pranis em POA!

"A solução para a questão da violência juvenil passa pela comunidade, pelas pessoas, pelo aprendizado de aprender a conviver"...

"A dor e o medo de não pertencer está na raiz dos males e danos causados em nossas sociedades... Pertencimento e significado são as duas necessidades essenciais que nos torna humanos... "

"O sentido não pode ser imposto pelos outros... Os círculos são uma força poderosa para criarmos sentido, significado e pertencimento para nossas vidas... Para cuidarmos uns dos outros... para cada um falar a sua verdade, sem impor a verdade dos outros...

"Os círculos são uma fonte para alimentarmos o que há de melhor em nós... Para dar... Para receber..."

"não querer ou pretender ter todas as respostas... Aprender a abrir mão do poder para construir o poder com os outros..."

"Nos círculos podemos nos lembrar de quem somos, como seres humanos, de falar a nossa verdade, mesmo que não seja igual a do outro... De vivermos a unicidade dos seres humanos, da alegria e da dor de todos os seres humanos... É a possibilidade de olhar as coisas pelos olhos de outras pessoas, para encontrar um espaço que é de comunhão"

"É o espaço para trazermos o nosso "melhor eu", de TODOS... um espaço que convide esse "melhor eu" de cada um de nós, para construirmos uma cultura de PAZ"

"Nós temos uma humanidade compartilhada que está subjacente à nossa diversidade.. e o que nos conecta como humanos são os valores, da participação, respeito, honestidade, pertencimento, sentido..."

Iluminadas palavras da nossa querida Kay Pranis , quando da sua última visita em Porto Alegre...

Para inspirar seu reencontro conosco, no Brasil...

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Reflexão.

"Um homem rico entrou num bar em Miami. Assim que ele entrou, ele notou uma mulher africana (negra), sentada em um canto.
Ele foi até ao balcão, tirou a carteira e gritou: " Barman! Estou a comprar bebidas para todos neste bar, exceto para aquela mulher negra ali!"
O empregado do bar recolheu o dinheiro e começou a servir bebidas grátis a todos no bar, exceto para a mulher africana. Em vez de ficar chateada, a mulher negra simplesmente olhou para o tipo e gritou:  "Obrigada!"
Isto enfureceu o homem rico. Então, mais uma vez, ele tirou a carteira e gritou: "Empregado! Desta vez eu estou comprando garrafas de vinho e comida adicional para todos neste bar, exceto para aquela africana sentada ali no canto!" O garçom recolheu o dinheiro do homem e começou a servir comida grátis e vinho para todos no bar exceto para a africana.
Quando o empregado acabou de servir a comida e as bebidas, a mulher africana simplesmente sorriu para o homem e disse: "Obrigada!" O que o deixou furioso. Então, ele inclinou-se sobre o balcão e perguntou ao barman: " O que há de errado com aquela mulher negra? Comprei comida e bebidas para todos neste bar, exceto para ela, e em vez de ficar zangada, ela senta-se ali, sorri para mim e grita: "Obrigada!" "Ela está louca?" O barman sorriu para o homem rico e disse: "Não, ela não é louca. Ela é a dona deste estabelecimento." 😎

Que os nossos inimigos trabalhem sem saber a nosso favor... ✊✊
✊ (Lamar Pittmon)