quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Kay Pranis em POA!

"A solução para a questão da violência juvenil passa pela comunidade, pelas pessoas, pelo aprendizado de aprender a conviver"...

"A dor e o medo de não pertencer está na raiz dos males e danos causados em nossas sociedades... Pertencimento e significado são as duas necessidades essenciais que nos torna humanos... "

"O sentido não pode ser imposto pelos outros... Os círculos são uma força poderosa para criarmos sentido, significado e pertencimento para nossas vidas... Para cuidarmos uns dos outros... para cada um falar a sua verdade, sem impor a verdade dos outros...

"Os círculos são uma fonte para alimentarmos o que há de melhor em nós... Para dar... Para receber..."

"não querer ou pretender ter todas as respostas... Aprender a abrir mão do poder para construir o poder com os outros..."

"Nos círculos podemos nos lembrar de quem somos, como seres humanos, de falar a nossa verdade, mesmo que não seja igual a do outro... De vivermos a unicidade dos seres humanos, da alegria e da dor de todos os seres humanos... É a possibilidade de olhar as coisas pelos olhos de outras pessoas, para encontrar um espaço que é de comunhão"

"É o espaço para trazermos o nosso "melhor eu", de TODOS... um espaço que convide esse "melhor eu" de cada um de nós, para construirmos uma cultura de PAZ"

"Nós temos uma humanidade compartilhada que está subjacente à nossa diversidade.. e o que nos conecta como humanos são os valores, da participação, respeito, honestidade, pertencimento, sentido..."

Iluminadas palavras da nossa querida Kay Pranis , quando da sua última visita em Porto Alegre...

Para inspirar seu reencontro conosco, no Brasil...

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Reflexão.

"Um homem rico entrou num bar em Miami. Assim que ele entrou, ele notou uma mulher africana (negra), sentada em um canto.
Ele foi até ao balcão, tirou a carteira e gritou: " Barman! Estou a comprar bebidas para todos neste bar, exceto para aquela mulher negra ali!"
O empregado do bar recolheu o dinheiro e começou a servir bebidas grátis a todos no bar, exceto para a mulher africana. Em vez de ficar chateada, a mulher negra simplesmente olhou para o tipo e gritou:  "Obrigada!"
Isto enfureceu o homem rico. Então, mais uma vez, ele tirou a carteira e gritou: "Empregado! Desta vez eu estou comprando garrafas de vinho e comida adicional para todos neste bar, exceto para aquela africana sentada ali no canto!" O garçom recolheu o dinheiro do homem e começou a servir comida grátis e vinho para todos no bar exceto para a africana.
Quando o empregado acabou de servir a comida e as bebidas, a mulher africana simplesmente sorriu para o homem e disse: "Obrigada!" O que o deixou furioso. Então, ele inclinou-se sobre o balcão e perguntou ao barman: " O que há de errado com aquela mulher negra? Comprei comida e bebidas para todos neste bar, exceto para ela, e em vez de ficar zangada, ela senta-se ali, sorri para mim e grita: "Obrigada!" "Ela está louca?" O barman sorriu para o homem rico e disse: "Não, ela não é louca. Ela é a dona deste estabelecimento." 😎

Que os nossos inimigos trabalhem sem saber a nosso favor... ✊✊
✊ (Lamar Pittmon)

terça-feira, 13 de junho de 2017

Jalal ad-Din Muhammad Rumi

Sensacional o texto que recebi e compartilho:
Perguntaram a Jalal ad-Din Muhammad Rumi, mestre espiritual persa do séc. XIII:

O que é veneno?
- Qualquer coisa além do que precisamos é veneno. Pode ser poder, preguiça, comida, ego, ambição, medo, raiva, ou o que for.

O que é o medo?
- Não aceitação da incerteza. Se aceitamos a incerteza, ela se torna aventura.

O que é a inveja?
- Não aceitação do bem no outro. Se aceitamos o bem, se torna inspiração.

O que é raiva?
- Não aceitação do que está além do nosso controle.
Se aceitamos, se torna tolerância.

O que é ódio?
- Não aceitação das pessoas como elas são. Se aceitamos incondicionalmente, então se torna amor.

O que é maturidade espiritual?

1. É quando você para de tentar mudar os outros e se concentra em mudar a si mesmo.
2. É quando você aceita as pessoas como elas são.
3. É quando você entende que todos estão certos em sua própria perspectiva.
4. É quando você aprende a "deixar ir".
5. É quando você é capaz de não ter "expectativas" em um relacionamento, e se doa pelo bem de se doar.
6. É quando você entende que o que você faz, você faz para a sua própria paz.
7. É quando você para de provar para o mundo, o quão inteligente você é.
8. É quando você não busca aprovação dos outros.
9. É quando você para de se comparar com os outros.
10. É quando você está em paz consigo mesmo.
11. Maturidade espiritual é quando você é capaz de distinguir entre "precisar" e "querer" e é capaz de deixar ir o seu querer.
E por último, e mais significativo:
12. Você ganha maturidade espiritual quando você para de anexar "felicidade" em coisas materiais!

🌾🌾🌾🌾🌾🌾🌾🌾

Origem da palavra Tchê!

“Há quem goze de nosso uso do termo “TCHÊ”, ache até grosseiro este linguajar. Se soubessem a sua origem, aí abaixo relatada, talvez mudassem sua opinião.”
Sotaques e regionalismos na hora de falar são conhecidos desde os tempos de Jesus. Todos na casa do sumo sacerdote reconheceram Pedro como discípulo de Jesus pelo seu jeito "Galileu" de se expressar. No Brasil também existem muitos regionalismos. Quem já não ouviu um gaúcho dizer: "Barbaridade, tchê"? Ou de modo mais abreviado "Bah, tchê"?
Essa expressão, própria dos irmãos do sul, tem um significado muito curioso. Para conhecê-lo, é preciso falar um pouquinho do espanhol, dos quais os gaúchos herdaram seu "Tchê".
Há muitos anos, antes da descoberta do Brasil, o latim marcava acentuada presença nas línguas europeias como o francês, espanhol e o português. Além disso o fervor religioso era muito grande entre a população mais simples. Por essa razão, a linguagem falada no dia, era dominada por expressões religiosas como: "vá com Deus", "queira Deus que isso aconteça", "juro pelo céu que estou falando a verdade" e assim por diante.
Uma forma comum das pessoas se referirem a outra era usando interjeições também religiosas como: "Ô criatura de Deus, por que você fez isso"? Ou "menino do céu, onde você pensa que vai"? Muita gente especialmente no interior ainda fala desse jeito.
Os espanhóis preferiam abreviar algumas dessas interjeições e, ao invés de exclamar "gente do céu", falavam apenas Che! (se lê Tchê) que era uma abreviatura da palavra caelestis (se lê tchelestis) e significa do céu. Eles usavam essa expressão para expressar espanto, admiração, susto. Era talvez uma forma de apelar a Deus na hora do sufoco. Mas também serviam dela para chamar pessoas ou animais. Com a descoberta da América, os espanhóis trouxeram essa expressão para as colônias latino-americanas. Aí os Gaúchos, que eram vizinhos dos argentinos e uruguaios acabaram importando para a sua forma de falar. Portanto exclamar "Tchê" ao se referir a alguém significa considerá-lo alguém "do céu". Que bom seria se todos nos tratássemos assim. Considerando uns aos outros como gente do céu.
Um abraço, TCHÊ!! ;)